quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021

 


O jogo adivinhístico constituiu sempre uma prática entre os homens. Sempre cativou a criança desde a tenra idade. A APEOralidade encontrou muito vivo no imaginário dos avós este tesouro. 

Levou-o à escola e confirmou, em jogo 1 e jogo 2, o acolhimento festivo do público infanto-juvenil ao jogo das adivinhas tradicionais da Região do Algarve. 

São dois jogos que estão disponíveis para todo o público. 

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021

 

Nos provérbios, a sapiência que uma geração passa ou entrega de uma a outra geração. 

Nos provérbios, o saber anónimo, adquirido na experiência da relação entre as pessoas e do homem com a natureza. 

Nos provérbios, o sentir, o pensar, a alegria e o bom humor crítico.  

Com palavras se aprende, através do jogo. A APEOralidade construiu 3 jogos de provérbios em que se destinam ao público juvenil e aos adultos. 






segunda-feira, 28 de dezembro de 2020

 

A APEOralidade publica, já no final de 2020,

O AMOR em Quadras de Inspiração Popular, com subtítulo

Obra de Conceição Elói

 

O livro sai com a Coordenação e Apresentação Crítica de

JOSÉ RUIVINHO BRAZÃO

 

“Um livro em que se espelham a riqueza de alma e o singular talento de uma mulher que sabe enaltecer o mistério do amor, com elevada criatividade estética e singular profundidade, ao mesmo tempo que defende com sentido crítico os valores intemporais da pessoa.”




segunda-feira, 16 de março de 2020




Apresentação do Cancioneiro Popular Tradicional, J. Ruivinho Brazão: 
Informa-se que, por decisão superior, não se realiza a apresentação pelo Professor J.J. Dias Marques, anunciada para o dia 20.março.2020, Biblioteca Lídia Jorge, Albufeira. Uma vez alterada a presente situação, comunicar-se-a a nova data do evento.  


terça-feira, 21 de novembro de 2017


O Património Imaterial da comunidade regional, visto na tradição oral, levado à escola, onde confiado ao imaginário juvenil irá recriar-se recreando. 

sábado, 24 de setembro de 2016

PALAVRAS COM QUE BRINCO E APRENDO
6-10 anos


     Acaba de editar-se o livro 2 da trilogia Palavras com que Brinco e Aprendo, tendo como público alvo os 6-10 anos. Um livro que merece chegar às mãos de alunos e professores do primeiro ciclo e de todos, de algum modo, se interessam pela Pedagogia da Oralidade.
Ao ritmo da investigação do Património Oral, a APEOralidade tem vindo a olhar as crianças e os jovens como os destinatários primeiros da cultura de oralidade, os quais, comprovadamente, se deixam, cativar pelo belo estético e pela criatividade lúdica e linguística que transparecem dos enunciados. Os dados do património imaterial, colhidos no testemunho puro da oralidade, são algo de vivo a recriar, recreando, o imaginário juvenil: não pode encerrar-se em cofres de registos mortos.
A publicação, com 126 páginas, constitui uma adequada seleção de diversidade de género e espécie de enunciados recolhidos a partir de Paderne, não sem referência, a outros espaços regionais, nomeadamente os de Albufeira e Loulé. Primorosamente ilustrada pela designer Inês Gonçalves, a partir da UAlg / ESEC em coordenação com a DRCAlg., a publicação exerce de por si um forte atrativo.
O livro vai ser apresentado na Biblioteca Municipal de Albufeira, às 16h30 de sábado, dia 15 de outubro de 2016 e a apresentação cabe à Professora Dra. Olga Fonseca da UAlg.. 

sexta-feira, 31 de julho de 2015

A APEOralidade tem, ainda, ao seu dispor o livro do Poeta Clementino Baeta

   A APEOralidade tem, ainda, ao seu dispor o livro do Poeta Clementino Baeta, Almancil, discípulo querido de António Aleixo a quem escutou  nas tertúlias poéticas da Bordeira, desde os 6 anos de idade. O poeta ao apagar-se o Patriarca das letras populares alarga a sua visão do mundo emigrando para Venezuela. Não encontrei, entre os populares, uma visão tão rica do homem, do mundo, da mulher, do amor, da vida. Não encontrei, entre os poetas do povo, quem conciliasse de modo tão elevado a profundidade e pertinência do sentido critico, obediência e criatividade na prática poética tradicional. 



CUMPRIR ABRIL

Até ao ano dois mil
Será possível, Deus meu,
Que o vinte e cinco de Abril
Não cumpra o que prometeu?

Sem perder a confiança,
O povo humilde e servil
Vai esperando com esperança
Até ao ano dois mil.

Falta emprego à juventude
E protecção ao plebeu.
Que até lá nada demude
Será possível, Deus meu?

Já existe quem implore,
Com razão ou por ardil,
Que surja um dia melhor
Que o vinte e cinco de Abril.

Mas será que a liberdade,
Que em Abril floresceu,
Mesmo com morosidade

Não cumpra o que prometeu? 


PALAVRAS COM QUE BRINCO E APRENDO 2-6 anos




A sair brevemente


PALAVRAS COM QUE BRINCO E APRENDO
2-6 anos


Palavras com que Brinco e Aprendo, 2-6 anos, edição da Associação de Pesquisa e Estudo da Oralidade, é a primeira de uma série de três publicações paraescolares que assentam na seleção de texto do Património Oral, que tem vindo a ser recolhido, refletido, publicado e pedagogicamente explorado desde 1994 até ao presente, em trabalho de investigação da oralidade tradicional na Região do Algarve, com o centro em Paderne (Albufeira), um estudo em visão contrastiva com o Património Imaterial da vizinha comunidade de Boliqueime (Loulé), ainda em reflexão. Enunciados paralelos, recolhidos noutras comunidades e aqui pontualmente  incluídos, devem-se, sobretudo, a Ações de Formação de Professores, dinamizadas pelo autor, J. Ruivinho Brazão, como Professor Formador.

Com mais de 100 páginas, a publicação abre com um índice sumário e com uma palavra muito breve em que o autor se dirige às próprias crianças. Compreende 4 partes: a primeira é constituída por 57 linquintinas, enunciados que fluem simples, espontâneos e livres, graciosos e apetecíveis de ouvir e dizer, rápidos e transparentes como água que sai da fonte, distribuem-se por 2 capítulos, o primeiro com lengalengas, o segundo com trava-línguas. A segunda parte, dando ainda prioridade ao lúdico, é constituída por 33 adivinhas. A terceira, com 34 enunciados, contém cantigas de embalar, quadras do cancioneiro e provérbios. A quarta parte centra-se num conto que foi recolhido na comunidade de Ferreiras, Albufeira, da voz de Alzira Piteira: “O Menino e o Vento Norte”.
Ações de Pedagogia da Oralidade, levadas a efeito por esta Associação com apoio de Moças Nagragadas na Região do Algarve, comprovaram amplamente a pertinência e o acolhimento dos conteúdos da publicação, junto das crianças do Jardim Escola.

A edição tem o mérito de beneficiar da colaboração pedagógica da equipa de Educadoras - Ana Cristina Brazão, Maria da Nazaré Gonçalves, Patrícia Jorge Silva (Albufeira) e Paula Rute Santos e Paula Valente (Loulé) a quem se deve a criatividade das Sugestões Pedagógicas, que acompanham os diferentes núcleos de texto.
Mas a publicação tem o particular benefício do “Protocolo de Colaboração Específico”, que envolve, com a APEOralidade, a Direção Regional de Cultura do Algarve e a Escola Superior de Educação e Comunicação: esta desce ao terreno com técnicas ilustrativas específicas - pela mão da estagiária do Curso de Design de Comunicação da Escola Superior de Educação e Comunicação da Universidade do Algarve, Inês do Carmo Gonçalves, do Curso de Design e aluna da Prof. Doutora Joana Lessa, PhD, Professora Adjunta, Departamento de Comunicação, Artes e Design, ESEC-UAlg. Conjugam-se, aqui, em harmonia o imaginário linguístico e a criatividade pictórica: ganha em atrativo a expressão da oralidade.  
Dois posfácios encerram a publicação: o primeiro, do autor, para os pais, avós e educadores; o segundo, da equipa pedagógica para os educadores, seus colegas. E, a concluir, notas informativas e índices vários.

A publicação enquadra-se na convicção de que a criança e o jovem são, de sua natureza, o destinatário primeiro da investigação do Património Oral: tendo escapado ao “Visado pela Comissão de Censura”, a que nem escapavam as quadras de feira, a oralidade tradicional preserva a sensibilidade pura da nossa cultura de raiz livremente expressa, no pensar e no querer, no sonhar e o no agir do povo que somos e que é o melhor que ainda temos. Fica assim justificada a presente iniciativa editorial.


J. Ruivinho Brazão

     APEOralidade com Povo que ainda Canta 


           No dia grande na Herdade do Esporão, Reguengos de Monsaraz. 

     O imaginário de Tiago Pereira seduziu-se um dia pelas Nagragadas da APEOralidadeAté conseguiu que a Almerinda e Leonor marcassem presença, assim tão longe e num espaço tão amplo e original como a do Esporão. E o público pôde dialogar desvendando o segredo que preside a arte dos trava-línguas que vêm de muito longe no tempo, trazendo consigo a arte e o jeito, o encanto e o atrevimento do imaginário dos pais dos nossos pais e que bem merece animar, ainda, os filhos dos nossos filhos.

      A sensibilidade do Tiago constitui para estas mulheres um estímulo e, não menos, para esta Associação. A comunidade bem precisa de homens com o dedo artístico do Tiago Pereira que levem à projecção daquilo que no mundo de música e das letras, na poesia e no canto, o que é dizer, na ordem do belo vive no coração e na mente de alguns a quem muito urge escutar: estes são nosso povo e são também o melhor que ainda temos. Num tempo em que só se fala de economia e de dinheiro - e justamente aquilo que não nos é dado - detemo-nos na preservação do belo que nos caracteriza e que muito urge fixar e proteger para os filhos que hão de nascer. 


      Não é sem razão que adverte o bom Papa Francisco: descartam-se as crianças que se isolam em contentores; descartam-se os idosos que se isolam, estagnando noutros contentores; amarram-se os pais o tempo todo em serviços mal remunerados, separando-os mesmo ao domingo, e a relação com as crianças é só na hora do deitar. E Francisco com razão acrescenta: assim não passam os afetos vitais e não passa, de geração para geração, a cultura.