quinta-feira, 1 de julho de 2021

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quarta-feira, 30 de junho de 2021

quinta-feira, 27 de maio de 2021

sexta-feira, 21 de maio de 2021

terça-feira, 18 de maio de 2021


https://www.avozdoalgarve.pt/d/nossa-terra-nosso-povo-no-olhar-potico-de-joaquim-miquelino-gomes-/52421


A Associação de Pesquisa e Estudo da Oralidade (APEOralidade) acaba de lançar o livro «Nossa terra nosso povo – A voz da comunidade na expressão poética de inspiração tradicional», de Joaquim Miquelino Gomes.

A obra nasce da investigação do professor José Ruivinho Brazão (que também coordena e apresenta o estudo) e surge com o objetivo de divulgar, promover e reconhecer os poetas populares, bem como o de preservar a identidade estético-linguística e histórico-cultural de um povo.

O professor encontra o poeta, já na reta final da sua vida, em Boliqueime (1979), e enceta com este um persistente diálogo de onde nasce este livro. Ruivinho Brazão foi conduzido, e por que não dizer, seduzido, pela simplicidade e lucidez do trabalho literário, de forte cunho interventivo, deste homem simples.

Surge, assim, uma obra que se divide em seis capítulos (o primeiro releva o Parragil, terra natal da esposa do poeta, “com poemas que tocam a chegada da luz e a abertura de vias de comunicação”; o segundo centra-se em Portugal, no qual se revela muito sensível à pobreza e à desigualdade; o terceiro desenha a realidade do país e da Europa; o quarto documenta o encontro com António Aleixo, em Paris; o quinto mostra o cantar da beleza da mulher, do amor; o sexto oferece a poesia do puro imaginário e do desafio em jogo de trocadilhos.

Nascido em 1888 em Santa Margarida do Sado e “algarvio” por escolha, Joaquim Miquelino é imortalizado nas palavras da Presidente da Sociedade Parragilense, Aurélia Fernandes. A professora realça o juízo analítico e crítico, bem como o bom humor deste jornalista do seu tempo que, com os olhos de emigrante cheios da cultura parisiense, se choca com a lentidão do Monte Seco (sítio onde habita), por oposição ao Parragil.

J. Ruivinho Brazão destaca nesta obra dois poemas relativos ao encontro com Aleixo, em Paris e, ainda, um outro, em que Miquelino se interroga sobre a alegria e a esperança trazidas pelas mudanças de abril de 1974.

Para além da visão crítica do mundo, o que mais atraiu o investigador foram “os despiques poéticos, o canto da mulher e do amor, os textos de ficção, a poesia do puro imaginário, da gratuidade e do mundo ao contrário”. Uma poesia expressa em décimas presas ao mote, característica oriunda do Baixo Alentejo.

Miquelino veio a falecer em 1983, em Salir. Tinha 95 anos.

A obra conta com o apoio da Câmara Municipal de Albufeira, da Câmara Municipal Loulé e da Junta de Freguesia de Boliqueime.

 

Por. APEORALIDADE