sexta-feira, 31 de julho de 2015

PALAVRAS COM QUE BRINCO E APRENDO 2-6 anos




A sair brevemente


PALAVRAS COM QUE BRINCO E APRENDO
2-6 anos


Palavras com que Brinco e Aprendo, 2-6 anos, edição da Associação de Pesquisa e Estudo da Oralidade, é a primeira de uma série de três publicações paraescolares que assentam na seleção de texto do Património Oral, que tem vindo a ser recolhido, refletido, publicado e pedagogicamente explorado desde 1994 até ao presente, em trabalho de investigação da oralidade tradicional na Região do Algarve, com o centro em Paderne (Albufeira), um estudo em visão contrastiva com o Património Imaterial da vizinha comunidade de Boliqueime (Loulé), ainda em reflexão. Enunciados paralelos, recolhidos noutras comunidades e aqui pontualmente  incluídos, devem-se, sobretudo, a Ações de Formação de Professores, dinamizadas pelo autor, J. Ruivinho Brazão, como Professor Formador.

Com mais de 100 páginas, a publicação abre com um índice sumário e com uma palavra muito breve em que o autor se dirige às próprias crianças. Compreende 4 partes: a primeira é constituída por 57 linquintinas, enunciados que fluem simples, espontâneos e livres, graciosos e apetecíveis de ouvir e dizer, rápidos e transparentes como água que sai da fonte, distribuem-se por 2 capítulos, o primeiro com lengalengas, o segundo com trava-línguas. A segunda parte, dando ainda prioridade ao lúdico, é constituída por 33 adivinhas. A terceira, com 34 enunciados, contém cantigas de embalar, quadras do cancioneiro e provérbios. A quarta parte centra-se num conto que foi recolhido na comunidade de Ferreiras, Albufeira, da voz de Alzira Piteira: “O Menino e o Vento Norte”.
Ações de Pedagogia da Oralidade, levadas a efeito por esta Associação com apoio de Moças Nagragadas na Região do Algarve, comprovaram amplamente a pertinência e o acolhimento dos conteúdos da publicação, junto das crianças do Jardim Escola.

A edição tem o mérito de beneficiar da colaboração pedagógica da equipa de Educadoras - Ana Cristina Brazão, Maria da Nazaré Gonçalves, Patrícia Jorge Silva (Albufeira) e Paula Rute Santos e Paula Valente (Loulé) a quem se deve a criatividade das Sugestões Pedagógicas, que acompanham os diferentes núcleos de texto.
Mas a publicação tem o particular benefício do “Protocolo de Colaboração Específico”, que envolve, com a APEOralidade, a Direção Regional de Cultura do Algarve e a Escola Superior de Educação e Comunicação: esta desce ao terreno com técnicas ilustrativas específicas - pela mão da estagiária do Curso de Design de Comunicação da Escola Superior de Educação e Comunicação da Universidade do Algarve, Inês do Carmo Gonçalves, do Curso de Design e aluna da Prof. Doutora Joana Lessa, PhD, Professora Adjunta, Departamento de Comunicação, Artes e Design, ESEC-UAlg. Conjugam-se, aqui, em harmonia o imaginário linguístico e a criatividade pictórica: ganha em atrativo a expressão da oralidade.  
Dois posfácios encerram a publicação: o primeiro, do autor, para os pais, avós e educadores; o segundo, da equipa pedagógica para os educadores, seus colegas. E, a concluir, notas informativas e índices vários.

A publicação enquadra-se na convicção de que a criança e o jovem são, de sua natureza, o destinatário primeiro da investigação do Património Oral: tendo escapado ao “Visado pela Comissão de Censura”, a que nem escapavam as quadras de feira, a oralidade tradicional preserva a sensibilidade pura da nossa cultura de raiz livremente expressa, no pensar e no querer, no sonhar e o no agir do povo que somos e que é o melhor que ainda temos. Fica assim justificada a presente iniciativa editorial.


J. Ruivinho Brazão

     APEOralidade com Povo que ainda Canta 


           No dia grande na Herdade do Esporão, Reguengos de Monsaraz. 

     O imaginário de Tiago Pereira seduziu-se um dia pelas Nagragadas da APEOralidadeAté conseguiu que a Almerinda e Leonor marcassem presença, assim tão longe e num espaço tão amplo e original como a do Esporão. E o público pôde dialogar desvendando o segredo que preside a arte dos trava-línguas que vêm de muito longe no tempo, trazendo consigo a arte e o jeito, o encanto e o atrevimento do imaginário dos pais dos nossos pais e que bem merece animar, ainda, os filhos dos nossos filhos.

      A sensibilidade do Tiago constitui para estas mulheres um estímulo e, não menos, para esta Associação. A comunidade bem precisa de homens com o dedo artístico do Tiago Pereira que levem à projecção daquilo que no mundo de música e das letras, na poesia e no canto, o que é dizer, na ordem do belo vive no coração e na mente de alguns a quem muito urge escutar: estes são nosso povo e são também o melhor que ainda temos. Num tempo em que só se fala de economia e de dinheiro - e justamente aquilo que não nos é dado - detemo-nos na preservação do belo que nos caracteriza e que muito urge fixar e proteger para os filhos que hão de nascer. 


      Não é sem razão que adverte o bom Papa Francisco: descartam-se as crianças que se isolam em contentores; descartam-se os idosos que se isolam, estagnando noutros contentores; amarram-se os pais o tempo todo em serviços mal remunerados, separando-os mesmo ao domingo, e a relação com as crianças é só na hora do deitar. E Francisco com razão acrescenta: assim não passam os afetos vitais e não passa, de geração para geração, a cultura. 





sexta-feira, 24 de julho de 2015

A APEOralidade e a colaboração com Teia d' Impulsos, Portimão










   E como suprir a ausência inesperada de 3 intérpretes - Almerinda, M. Jesus e Dulcelina -, num encontro com Teia d' Impulsos, que muito estimamos porque privilegia a fina cultura de raiz comunitária, preservada na oralidade e felizmente acolhida pela APEOralidade?    




sexta-feira, 3 de julho de 2015

Festival de Oralidade do Algarve, 3 de Julho de 2015

No Festival de Oralidade do Algarve (FOrA), Portimão/ Alvor 2015


O Executivo da Teia e, em particular, a sensibilidade e a dinâmica da Coordenadora Dra. Carla Vieira, de novo solicitaram a presença da APEOralidade com Moças Nagragadas: e o público, esclarecido e sensível à riqueza singular da tradição oral, que felizmente vive na mente e no coração de alguns, não deixou de reclamar mais uma cantiga a concluir. 

E as crianças de Portimão dos 4 aos 10 anos puderam escutar, mais uma vez, as lengalengas os trava-línguas, as adivinhas e as quadras de no sense, memória de Boliqueime e Paderne em visão contrastiva. 
  





terça-feira, 24 de março de 2015

As Linquintinas Tradicionais em livro aberto pela APEOralidade, na Biblioteca Sophia de Mello Breyner Andersen


           A Biblioteca Sophia de Mello Breyner Andresen, templo de cultura, abriu-se, na noite de 19 de março de 2015, às 21 horas, como palco do Património Imaterial, através das Linquintinas, na apresentação do livro Estão Vivas as Linquintinas Tradicionais em Portugal. 



     Abriram a sessão as Nagragadas, com três cantares  da sua graça. No decorrer da sessão,  a intervenção da Almerinda (Paderne) e da Leonor (Boliqueime) deixou bem em evidência a proximidade e a diferença da criatividade estético-linguística do imaginário das duas comunidades. Laura Brás declamou duas lengalengas. 



        
  



     Presidiu à mesa a Prof.ª Doutora Alexandra, Diretora de Cultura Regional: numa reflexão sobre as Lengalengas e os Trava-línguas, salientou a noção e a importância destes enunciados na prática pedagógica, e daí o seu apoio na ação de pesquisa da oralidade regional. 






    O Professor P. Ferré e Vice-reitor da UAlg concentrou toda a atenção dos presentes, numa comunicação muito simples, fluente e próxima, como é de seu estilo, ao mesmo tempo que inovadora e profunda. Não lhe escapou relevar a ligação das Linquintinas, que hoje vivem na mente e no coração de alguns, com a prática que vem da I.M. e do séc. XVI em Gil Vicente.

    
         O Presidente da Câmara de Loulé, Dr. Victor Aleixo, posicionando-se discretamente ao fundo da sala, ali atento e bem disposto, como não podia deixar de ser por natureza da própria temática e logo ao lado de Carlos Albino, viria a encerrar o evento com palavras de reconhecimento e muito estímulo. Aí, Carlos Albino interveio a enaltecer, com palavras de claro apoio ao trabalho desenvolvido pelo autor e pela Associação no domínio da oralidade: e ao testemunho do elevado talento não podia faltar o bom humor, que sempre o caracteriza, a animar a casa cheia. 
       
          O autor e Presidente da Direção, rompendo as regras correntes, começou por agradecer à assistência.  E, logo, aos Municípios de Loulé e Albufeira, nos quais a oraldidade sempre encontrou apoio. Agradeceu à DRCAlg, na pessoa de Alexandra Gonçalves, e a P.  Ferré.   

    J. Ruivinho Brazão, visivelmente satisfeito com o decorrer do evento, salientou a presença de Dra. Dália Paulo, Delegada Emérita da DRCAlg, sempre sensível à cultura da oraldiade. E mencionou, entre outros, o Presidente da Assembleia, Dr. João Carlos Correia, e a Direção da APEOralidade.     

       Rita Moreira conduziu as intervenções com a sapiência que o público bem conhece. Guida Jordão, que se esmerou na preparação do evento, acompanhou-nos interessadamente atenta: nem faltou um marcador com duas lengalengas, Dona Ana (Albufeira) e Dona Anica (Loulé).                                                                 





     Um pormenor do grupo Nagragadas 
 Esmeralda Brazão, Maria de Jesus Coelho Aço e sua irmã, Dulcelina (da esquerda para a direita).

sexta-feira, 20 de março de 2015

Apresentação de Livro na Câmara Municipal de Loulé


A Biblioteca de Loulé com a habitual dignidade a singeleza e a originalidade de um evento que se centra na fina cultura de raiz guardada no coração e na mente do povo que é o melhor que ainda possuimos. O Município de Loulé está sempre atento a estas realidades que têm que ver com a nossa entidade profunda. 

terça-feira, 17 de março de 2015

APRESENTAÇÃO DE LIVRO - BIBLIOTECA MUNICIPAL DE LOULÉ


      Há momentos em que experimentamos, de modo particular, o que significa a presença solidária de quem é sensível aos valores profundos da comunidade que nos deu origem: tal é o que acontece no dia 19 de março, quinta-feira, 21 horas, na Biblioteca Municipal de Loulé, momento em que se lhe propõe, com a apresentação do livro Estão Vivas as Linquintinas Tradicionais em Portugal – Palavra Prazer e Jogo na Boca do Povo, um mostruário breve da fina cultura de nossa raiz comunitária, que a APEOralidade, felizmente, vem arrecadando, refletindo e divulgando em visão contrastiva na oralidade tradicional de Albufeira e Loulé.
        A APEOralidade convida para um momento que é de prever resulte rico pelos ludismos em que assenta e, não menos, pela proximidade e  pela originalidade de leitura de P. Ferré, Vice-Reitor da UAlg: nem faltam, na saudação inicial, as Nagragadas com o perfume da sua graça.

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

CONVITE da APEOralidade PARA APRESENTAÇÃO DE LIVRO


Vai decorrer na Biblioteca Lídia Jorge, no dia 04 de dezembro de 2014, quinta-feira, pelas 17H, a apresentação do livro Estão Vivas as Linquintinas Tradicionais em Portugal – Palavra, prazer e jogo na boca do nosso povo, Edição da APEOralidade, Albufeira, que tem por autor o Professor Investigador da Oralidade J. Ruivinho Brazão.

A obra enquadra-se na ação de pesquisa do Património Imaterial que tem sido levada a efeito pela APEOralidade na Região do Algarve. Com 224 páginas, contém mais de 1100 lengalengas e trava-línguas: aos dados recolhidos em Paderne (partes I e II) juntam-se, não sem alguma visão contrastiva, enunciados de outras comunidades, como as de Albufeira e Loulé (Parte III).



A ilustração do livro teve a orientação da Professora Doutora Joana Lessa no âmbito da Unidade Curricular “Design de Comunicação III”: resulta da colaboração do Curso de Design de Comunicação da Escola Superior de Educação e Comunicação da Universidade do Algarve com a APEOralidade, iniciativa a que se associou a FNAC Algarve que premiou o aluno em destaque na ilustração da obra.

Participam no evento as Professoras Doutoras Alexandra Gonçalves da Direção de Cultura do Algarve e a Joana Lessa. Ilustram o evento Nagragadas de Paderne e Boliqueime.

A apresentação da obra cabe ao Professor Doutor Père Ferré, Vice-Reitor da UAlg. 


A Direção da APEOralidade convida a participar no evento. 
E agradece que confirme a sua presença. 





segunda-feira, 22 de setembro de 2014

FELIZES ACASOS

INFORMAÇÃO BREVE SOBRE A APEORALIDADE E MOÇAS NAGRAGADAS

Desci de Lisboa, em 1994, no desejo de apurar em que medida sobreviviam os provérbios que encontrara estreitamente aliados à nossa poesia nascente dos m. do séc. XIII. Constituída uma equipa de investigação – Dulcelina Coelho, Solange Castro e Brito, Isabel Lima –, fixamo-nos nos dois microcampos de Boliqueime e Paderne, ponto de partida para a pesquisa e estudo da oralidade em visão contrastiva.

Ali tão perto das minhas origens, surpreendiam-me a multiforme riqueza e diversidade dos enunciados que subsistiam na oralidade do barrocal da região do Algarve: lengalengas e travalínguas, adivinhas e despiques, quadras, cantares, romances..., entrelaçavam-se-me espontâneos nos provérbios, ultrapassando toda a expetativa: e aparece, em 2002, a APEOralidade a consolidar o trabalho de investigação com publicações bibliográficas e fonográficas e a promover a sensibilização e divulgação do Património Imaterial, felizmente preservado na oralidade da comunidade regional.

De repente, eis que trocara a pedagogia de aula pela pedagogia de campo. Algumas entre as melhores informantes, como a Almerinda e a Donzelica e a Leonor, deixam-se envolver, ao meu lado, dinâmicas e eficazes no trabalho de pesquisa e, por vontade própria, aceitam constituir-se em grupo de cantares: chamei-lhes Moças Nagragadas. Envergando livre trajo domingueiro e, por amável concessão da sociedade dos anos 30 (séc. XX), a saia um palmo acima dos tornozelos, integram-se desde 2003 na APEOralidade: de muito longe, do país e do estrangeiro procuradas, elas aí estão. Coordenadas por Nelson Conceição, constituem estímulo e credibilidade no esforço do investigador.

A este feliz acaso das minhas Nagragadas um outro sobreveio: o da envolvência na divulgação dos dados, na sensibilização da comunidade, na Pedagogia da Oralidade: em 2012, mercê de protocolo coma DREAlg, numa ação que envolve as Nagragadas, o Património Imaterial, recolhido na oralidade dos Concelhos de Albufeira e Loulé chega às bibliotecas escolares de toda a Região do Algarve e confirma-se a escola como destino primeiro e natural da fina cultura da nossa raiz comunitária, que ainda persiste no coração e na mente de alguns a quem muito urge ouvir.

J. RUIVINHO BRAZÃO 




  email: apeoralidade@gmail.com; Telemóvel: 961040483; Telefone: 289542992  

sábado, 6 de setembro de 2014

APEOralidade - Festas do Pescador



As filhós da avó e o café tradicional fizeram a delícia do público, nas Festas do Pescador (5, 6 e 7 de setembro, 2014) onde as mãos da Ana Cristina e da Esmeralda Brazão, da Rosinha e da Elsa trabalharam sem parar. 



É o carinho da Vivi no atendimento do público. 



Pela taberninha das filhós, nem faltaram poetas, sensíveis ao Património Imaterial, como Nelson Moniz: e o público deliciou-se também com as lengalengas e os provérbios e os trava-línguas, recolhidos na comunidade de Paderne. 



Aqui, o poeta Manuel Ribeiro, aquele que, vindo de longe, passa e vê e recria coisas e rostos desta Albufeira. Com ele a escritora Rosa Maria e o seu marido, vindos de Coimbra.